terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Milagre do Milagre
domingo, 20 de dezembro de 2009
Erotismo Não É Pornografia
O deus grego Eros era cultuado pelos gregos como o deus do amor sexual. E a sensualidade era uma arte no mundo grego. Com o passar séculos a religião decepou a liberdade humana pondo o erotismo como algo pernicioso, um veneno, um ladrão de almas para o inferno. Uma nova revolução na década de 60 com o festival de Woodstock fez o inverso, na tentativa de trazer de volta a liberdade e o erotismo, exageraram e apelaram para a pura pornografia, com prática de sexo em público, sem pudor, com vários parceiros ao mesmo tempo, esse era o tempo da grande Janis Joplin, mas isso até vir a Aids pra fazer o papel da religião, novamente freando o instinto humano, freando o exagero. A sensualidade de maneira alguma deve ser confundida com a imunda e dispensável pornografia, o erotismo é arte, seja na literatura, fotografia, filmografia... Enfim!
Deixarei 3 indicações hoje!
“A Insustentável Leveza do Ser” de Millan Kundera é um dos clássicos da literatura mundial, um livro cheio de sensualidade e erotismo.
“Tudo Sobre Minha Mãe” Filmaço do Pedro Almodôvar! Obra prima!
“O Leitor” Concorreu o Oscar 2009 e trata o sexo como algo inocente tanto quanto avassalador. A paixão de um menino de 15 anos por uma mulher mais velha.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Pseudônimo "Aline"
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Mulheres e Mulheres
Existem mulheres e mulheres, Vinicius de Moraes dizia: Que me desculpem as muito feias, mas beleza é fundamental. Tá, isso talvez sirva para o primeiro encontro, o segundo, o terceiro... Mas no quarto se a mulher não tem NADA pra falar, CHEGA! Uma mulher que tem charme ela chega chegando! Não tem quem não a olhe, ela vira o centro das atenções no ato. E se o “cabra” não tiver o juízo no lugar não se controla, meu caso. Sabe aquele jeito de mostra não mostra que algumas mulheres se vestem?! Sabe aquele leve ar de embriagada por vinho, aquele olhar de esnobe pra todos a volta?! Um misto de jeito, com conteúdo que faz uma mulher de verdade, e só para terminar, diferente de tudo que o cinema nos ensinou durante anos e anos... Fumar não é nada sexy, bafo de fumaça e gosto de cinza, é, convenhamos, brochante!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Doce Bárbaro
Meus Vinte e Poucos Anos

domingo, 18 de outubro de 2009
Tu
Teu disfarce,
tua classe,
teu pé,
tua mão.
Coxa, braço, barriga, boca.
Toda tu. Pupila e papila.
***
Teus cílios, teus seios, tua farsa, teu pé, tua classe!
O que há? Só há tu!
Buquê, bombons, anéis, tudo isso é clichê!
Tu queres o céu, o sol e as estrelas do sul!
***
Tua face, teus suspiros, teu gozo, orgasmo e grito!
Minha inspiração e tua expiração!
Insisto nesse grito e canto infinito!
Por toda face da terra, só há tu!
Ponha teus ouvidos em meu coração e tu só vai escutar: Tu, tu e tu!
Teu disfarce,
tua classe,
teu pé,
tua mão.
Coxa, braço, barriga, boca.
Toda tu. Pupila e papila.
***
Teus cílios, teus seios, tua farsa, teu pé, tua classe!
O que há? Só há tu!
Buquê, bombons, anéis, tudo isso é clichê!
Tu queres o céu, o sol e as estrelas do sul!
***
Tua face, teus suspiros, teu gozo, orgasmo e grito!
Minha inspiração e tua expiração!
Insisto nesse grito e canto infinito!
Por toda face da terra, só há tu!
Ponha teus ouvidos em meu coração e tu só vai escutar: Tu, tu e tu!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Meu Lugar É O Mundo
domingo, 13 de setembro de 2009
Meio
Meu amor, não quero meio amor.
Quero inteiro. De ponta a ponta!
Me entrego todo, e quero tudo!
Meio beijo,
Meio sexo,
Meio ar,
Meio poema, não dá!
Quero começo, meio e fim!
De meio, só a lua e o dia!
A culpa é minha, ou é ingratidão? Não!
Quem quase ama, não ama!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Sem Açucar e Com Afeto

Após nove, ou dez conhaques, dei-me conta que estava só, a saudade preenchia metade do copo. Em uma cidade que não era minha, uma casa que não era minha, com um céu que não era meu.
. E quando se está só, nada mais digno de mim, que sair pelas ruas pra fotografar, isso me trás paz. Eu estava sem dormir, não convinha dormir. Crianças rindo, casal de velhos abraçados no banco da praça, um beijo em pleno mar, ah! Nessas horas eu viro um tolo, um bobo, pareço um neném com seu brinquedo. Tentei fotografar o que havia de mais lindo na vida.
Mas nada serviu mais pra aumentar minha besta e boba emotividade, que uma lata! Ah! Era só uma lata, mas, não! Não era! Era uma lata de Coca-Cola Zero Açúcar! Essa coisa simplória me remetia lembranças, de imediato a fotografei, lembrei de um específico luau, com amigos, à beira do rio! Onde não havia vinho como de costume, nem cerveja, nem nada de álcool… Somente Coca-Cola Zero Açúcar. Mas o que importava pra gente, não era a bebida, não era o violão, não era aquele rio, ou a ponte. O mais importante era termos uns aos outros naquela hora! O resto era coadjuvante. Saudade.
Se quiser plantar saudade, escalde bem a semente. Plante num lugar bem seco onde o sol seja bem quente! Porque se plantar no molhado, quando crescer mata a gente!
(cordelista Antônio Pereira)
terça-feira, 3 de março de 2009
Mar de Razões

Ontem eu fui ao mar. Eu moro muito longe dele. Por isso, já estava com saudades – Oi mar! Disse. Logo quando cheguei, vi à beira, um bando de pássaros, queria que eles voassem, pra que eu os fotografasse, fui correndo em direção ao bando, que se assustou e voou em direção ao oceano, e eu registrei. Minha relação com tudo aquilo; mar, pássaros do mar, areia e vento do mar; é algo que eu adjetivaria como próximo ao esotérico. Sim! É… Acho que essa é a palavra, esotérico. Seu cheiro, seu sal em minha pele quando o sol seca a água, e até o seu gosto quando mergulho e emerjo. Fica em meus lábios. E tudo isso me faz bem. E eu preciso de tudo isso. Como se durante essa relação de pele e sal. Minha alma voltasse mais santa. Como se nessa relação de água e corpo. Minha carne emergisse mais forte; pronto, agora sim eu posso. Posso tudo. Porque todas as coisas que me faziam pensar que eu não podia, ficou no mar. Volto outro. E assim sigo andando pela areia… Tinha tanta coisa pra me preocupar, agora já não tenho mais nada. Agora tenho um mar de razões pra ser feliz.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Longas datas
Pétala por pétala eu abri uma rosa. Assim como eu me abrir. Dizendo meus segredos, e meus desejos. Ontem eu fui a um parque. Lá estava uma amiga de anos, há muito eu não a via. E no meio dessas conversas. Ela me fez lembrar as besteiras que eu fazia quando eu tinha quinze anos. Besteiras que encerro por aqui. São demasiadamente bobas pra contar. Era pra ela que eu me abria, pétala por pétala. Cada resquício de verdade sobre mim ela sabia. Hoje, não passa de uma estranha. E isso me é estranho. Ela é a mesma pessoa. A mesma que deitava em meu colo e chorava. Que me contava tudo sobre tudo, e hoje o tudo é silêncio. Ela não passa de uma estranha, cheguei à faculdade e deitei no colo de outra amiga, somos tão um do outro, que tive medo, que um dia ela também se torne uma estranha. Mas não cabe a mim, a ela, nem a ninguém escolher isso, mas a própria vida e as voltas que ela dá. Mas me conforta saber que ainda tenho amigos de datas longas, e que sei que essas datas se alongarão ainda mais.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Navegar
Uma nova vida pede um novo tudo. Inclusive, um novo blog, assim virei um cronista crônico. Tenho seis meses pra arrumar minhas malas e me virar sozinho, sem meus pais. Sair de uma cidade do interior e enfrentar os dragões, baleias e monstros gigantes que habitam a capital, claro que eu estou brincando. Não existem dragões, baleias devoradoras de gente e monstros gigantes. Foi o que pensou Colombo quando navegou em direção às Américas, mesmo que todos lhe dissessem o contrário. E assim, também, mesmo que todos me digam o contrário, eu vou conseguir emplacar meus roteiros e transformá-los em filmes na capital baiana, e mesmo que todos me digam o contrário, eu serei, se não o melhor, um dos melhores jornalistas que esse país já teve, tem, ou terá. Humildade é uma grande qualidade, mas é para os fracos. Tudo bem, tenho um Q.I. de 103 que me coloca na faixa normal da população, mas ter um alto Q.I. e não saber usá-lo de nada adianta, eu sei usar o meu pouco, ou mediano Q.I. Coisa que a maioria não sabe. Dentro de um ano estarei com um diploma de jornalista nas mãos e muitos sonhos, mas tenho o principal, a verdade, a minha verdade, sabe quando algo muito forte lhe diz… Pra isso você nasceu, e pra isso você veio ao mundo. Pra dar a sua vida em favor da arte cinematográfica e do jornalismo. Eu sinto, e essa é minha verdade, minha certeza. E eu vou navegar, e descobrir a minha “América”, mesmo que todos me digam o contrário.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Quero, tu e tudo
Nem adianta procurar quem eu realmente quero. Porque um dia eu quero distância, no outro quero estar perto, no outro, quero outra. Um dia quero sol, no outro quero lua, outro, céu, no outro, nada quero. Nem adianta me prometer, porque em um dia quero segurança, no outro quero aventura. Tem dias que só um vinho me serve. Um dia quero, tu, outro quero tudo. É possível amar assim? É possível amar assim! Se tu tiveres mais um dia pra mim, será intenso. E mesmo que todos os outros dias de tua vida sejam tediosos, esse já valerá tua existência. Porque há coisas que não se dizem, tem coisas que são ditas por si. Há coisas que auto se explicam. É possível amar Assim? É possível amar assim!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Faço literatura, não biografia
Minha ânsia por escrever, fez-me em 2006, primeiro semestre de jornalismo, criar um blog, adorei a frase de Clarice Lispector, tanto que a adotei como sub-título, “Quero uma verdade inventada”, Pois nunca pensei em fazer biografia, pelo menos não agora aos 22, talvez tenha sim um tanto de verdade, mas é tão “tica” que só os meus amigos mais íntimos pra perceber qualquer confissão. Esse é o meu primeiro texto com cem por cento de verdade sobre mim, na verdade, nem mesmo esse texto chega a tanto. Meu passado volta e volta reclamando o que nunca foi seu, com pretensões de que todas as minhas linhas fossem um tributo a tudo. Mas todas as minhas linhas foram apenas uma busca, inalcançável, eu sei, pela beleza da arte literária, é tudo que busco, perfeição. Cada passo e cada risco, cada dedada que dou no teclado. Claro, está em minha veia também o jornalismo, aí sempre que posto, prezo pela verdade. Um beijo, foi o que foi pra mim, daí investigar meus passos e tirar pretensas suposições de nada vale. Faço jornalismo, ao menos almejo fazer, faço literatura, ao menos almejo fazer, mas biografia, quando faço, é tão “tico” tão “tico” que não passa de gotas em um oceano nada pacífico, a minha realidade é inventada.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Cinzas Espalhadas no Oceano Pacífico

Fruto da geração rebelde dos anos 60. Com uma vida que daria um ótimo roteiro cinematográfico, ela foi uma das maiores lendas da música. Em 19 de Janeiro de 1943 nascia Janis Joplin. Se estivesse viva hoje estaria completando 66 anos. Para quem não aprecia sua música, fica ao menos sua biografia, foi ela uma das precursoras na luta pela igualdade de sexos. Fora ela autora de sua própria vida, independente do conceito que a sociedade tinha sobre ser mulher, quebrando regras e fazendo suas próprias leis. Justamente em uma dessas quebras de regras que a fez perder a vida, entregue ao vício da heroína, a grande heroína do rock mundial teve até uma passagem pelo Brasil, na tentativa de se livrar do vício, em sua estadia no Brasil, morou em uma cabana rústica e isolada na vila de Caratingui em Arembepe, distrito de Camaçari Bahia, primeira comunidade hippie do Brasil fundada nos anos 70, morou no Rio de Janeiro pra tentar se tratar dos vícios; bebedeiras, escândalos, por fazer topless em Copacabana, nadar nua na Piscina do Copacabana Palace, chegou até a cantar em um bordel... Essa acabou sendo sua vida nos trópicos, em vão a tentativa de abandonar as drogas em terras brasileiras, Janis Joplin morreu de overdose de heroína em quatro de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos. Foi Cremada no Cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Eu expiro, e tu me inspiras
Amo o vento. E amo ao vento. Mas se tu disseres que na vida nunca amou nada, eu tenho amor pra mim e pra ti. E isso basta. Deita, sossega, e expire... Fundo, bem fundo... Enquanto isso em italiano eu grito ao ar: Io te amo, Io te amo, Io te amo... mio primo amore... Abra todas as portas, todas as janelas, não há razão pra nenhuma delas, tudo é seguro, tudo é sereno, como teu rosto, leve... Sossega... Deixe que eu te leve pras nuvens, deixe que os pássaros paguem uma ópera em tributo ao maior de todos os sentimentos, e as folhas dancem ao canto dos passarinhos pelo ar, como bailarinas, e tudo vire ópera, e tudo vire arte e tudo gire, e tudo vire vento. Porque essa é a força da vida, sentir amor, é o que move, é o sussurro gritado e berrado, tudo vira poesia e da póstuma tristeza, dos meus sentimentos incompreendidos, nem tenho mais lembraças, Enquanto isso, não me canso de gritar: mio amore, mio amore, mio amore... mia ragarzza, eu expiro, eu tu me inspiras.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Tem? Tem pô [II]
Tenho que terminar um roteiro de um filme que me pus a escrever, tempo, menos de um mês. Tenho que terminar de estudar pras provas finais da faculdade, tempo, menos de uma semana. Tenho que estudar pro concurso público que proclamaria minha independência dos pais, Tempo, menos de quinze dias. Tenho que aprender inglês, italiano e espanhol, estudando os três simultaneamente, tempo, pra ontem. Tenho ainda que arranjar tempo pra ser um ser humano normal, ler meus livros favoritos, assistir meus filmes, participar de festivais, passear, namorar, exames médicos, brincar com o cachorro, viajar, academia, poesia, beber, rir, dançar, fotografar, escrever... Ufa! E enfim, novamente, tempo pra deitar numa rede e não fazer nada. Tem?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Woodstock
Há alguns milhões de anos, os machos escolhiam suas fêmeas baseados no tamanho de suas ancas e peitos, era uma questão biológica; quanto maior a anca, melhor parideira ela seria, quanto maior os peitos, mais quantidade de leite ela oferecia; portanto melhor pra reproduzir. O tamanho do dote passou a ser a próxima perseguição masculina, em meio a uma sociedade anacrônica, e talvez, tão selvagem quanto a pré-histórica, tamanha falta de humanidade nessas trocas de seres humanos por dinheiro. Agora o tempo se divide em Antes de Woodstock e depois de Woodstock. O antes, pouco importa pra esse texto, importa o depois, é a liberdade, quando as mulheres, enfim, deram inicio queimando seus sutians em 68. Não mais os machos escolhem suas fêmeas, as fêmeas escolhem seus machos também, e não mais se olha o tamanho de suas ancas, bem... Quer dizer... Mais ou menos... Ah! Mas se levarmos em consideração que os fins não mais são reprodução... Sim... Não são as ancas nem os peitos que me impressionam tanto, como dizem, inteligência é afrodisíaco.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Eu chovo
Acabei sendo o silêncio ao contrário, depois do sumiço de teu paradeiro. De feliz; virei samba, virei festa, virei carnaval. Até que de novo você me aparece. Eu chovo, caio e corro pelo chão a caminho do ralo. Nem o sol seca as gotas que virei, se você sai, quero rasgar teu vestido, Pra você ficar. Piso teu batom, pra você não se enfeitar. Faz de mim, teu vestido e veste minha pele, faz de mim teu batom e me ponha na boca. Sou teu asfalto, a quem tu podes pisar, enquanto lambo teus pés em pleno gozo contra-mar. Subo, pelas tuas pernas, tua barriga, seios, pescoço, nuca e boca, e só paro quando desinventarem os dias e as horas. Das letras que escrevi, só me restou as que estão contidas em teu nome, maléfico. Desgraçado. Amaldiçoado, você sempre má. Vestida de vermelho. Todos os dias escrevo versos, e depois rasgo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
2.000 Anos Depois

"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria". Não cabe dentro do bruto coração de muitos humanos, o amor, de tão grande, de tão bonito, de tão sublime. Estampado no jornal, um homem, espancado até a morte dentro de um presídio, pouco importa os detalhes contados pelas linhas da notícia, traição, protesto, ou até, quem sabe, motivo nenhum. Inevitável a comparação, descida de Jesus da cruz numa pintura renascentista. Essa é a prova de que depois de 2.000 anos, cada vez mais a civilização fica menos civilizada, menos dócil, menos gentil, mais hostil, mais bárbara, menos doce.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Precipícios
Eu procuro coisas que não existem, coisas inacabadas, mas no fim, sempre acabo no óbvio. Nesse meu medo de amar. Ter medo é normal, não enfrentá-lo pode ser meu ópio, cada beijo pode ser um passo adiante a um grande precipício, e precipícios e princípios... Entre eles por todos os lados... Ela disse certa vez de fronte a um desses precipícios que eu poderia voar. Era só me jogar, mas nunca mais fiz isso, jogar-me do alto e arriscar, poder voar ou cair morto no mar. Ela nem riu dos meus poemas, feitos pra ela, e isso me é novo, ela nem riu das minhas bobagens, que faço toda hora, e isso me é novo. Ela riu comigo e comigo prometeu se jogar, caso assim eu também o fizesse. Mas Isso não me é novo. Eu caio, e ela voa. Ontem andando pela areia da praia, as ondas bateram em mim, e junto bateu a saudade. E Junto bateu o medo. E junto bateu a vontade. E junto bateu a ideia* de que eu poderia estar apaixonado. E isso me é terrível. E isso me sangra. E isso me tira o sono, e eu perco assim o meu grande amor, a liberdade.
*Segundo a nova regra ortográfica essa palavra não é mais acentuada.


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