terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Milagre do Milagre

Meu telhado há muito está destelhado. Meu céu há séculos estrelado. Destelhei pra que as estrelas me cobrissem no meu sono. E assim como o poeta não é poeta se não for triste, eu não sou eu, se não for você. Diz uma velha lenda indígena que a chuva é o sexo do céu com a terra, e nós o fruto. Não somos fruto do pecado, mas do sagrado! Somos um milagre! E o nosso amor é um milagre do milagre. Assim como Deus disse: Eu sou o caminho, nós dizemos, somos o caminho um do outro. E todo grande amor, vem de Deus. E todo grande amor é Deus! Eu sei e você sabe. Como crianças brincamos, em um parque, e dizemos: temos um amor bem grandão! Por falta do que dizer. Por não existir nada pra dizer. Pois todo grande amor é maior que Shakespeare, Vinicius ou Camões. Todo grande amor, não tem palavras. Todo grande amor é silêncio falado. Todo grande amor é um poeta sem verso. E o nosso é bem grandão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Erotismo Não É Pornografia


O deus grego Eros era cultuado pelos gregos como o deus do amor sexual. E a sensualidade era uma arte no mundo grego. Com o passar séculos a religião decepou a liberdade humana pondo o erotismo como algo pernicioso, um veneno, um ladrão de almas para o inferno. Uma nova revolução na década de 60 com o festival de Woodstock fez o inverso, na tentativa de trazer de volta a liberdade e o erotismo, exageraram e apelaram para a pura pornografia, com prática de sexo em público, sem pudor, com vários parceiros ao mesmo tempo, esse era o tempo da grande Janis Joplin, mas isso até vir a Aids pra fazer o papel da religião, novamente freando o instinto humano, freando o exagero. A sensualidade de maneira alguma deve ser confundida com a imunda e dispensável pornografia, o erotismo é arte, seja na literatura, fotografia, filmografia... Enfim!


Deixarei 3 indicações hoje!


“A Insustentável Leveza do Ser” de Millan Kundera é um dos clássicos da literatura mundial, um livro cheio de sensualidade e erotismo.


“Tudo Sobre Minha Mãe” Filmaço do Pedro Almodôvar! Obra prima!


“O Leitor” Concorreu o Oscar 2009 e trata o sexo como algo inocente tanto quanto avassalador. A paixão de um menino de 15 anos por uma mulher mais velha.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pseudônimo "Aline"

E ela desabrochou em uma manhã. Deus disse: faça-se Aline, e Aline se fez. Como luz que chega e invade as trevas tomando tudo, e tudo passa a ser seu, todo espaço, tudo. Na primavera de 21 de setembro de 1979, Aline se fez. E a alma dela parecia minh' alma. E a felicidade de Aline, era a minha felicidade. Ela era mulher, uma fêmea, perfeitinha, fêmea! Fêmea com o mesmo “F” de flor! Ela mudou meu mundo preto e branco, pintou cor nele, tanta cor que me cegou! Minha vida encheu! Tanto que transbordou! A poesia pairava no ar! Tudo era belo, tudo era feminino perto dela, e aquele cheiro entrava em minhas veias, cheiro de flor, cheiro de fêmea, cheiro de Aline.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mulheres e Mulheres

Existem mulheres e mulheres, Vinicius de Moraes dizia: Que me desculpem as muito feias, mas beleza é fundamental. Tá, isso talvez sirva para o primeiro encontro, o segundo, o terceiro... Mas no quarto se a mulher não tem NADA pra falar, CHEGA! Uma mulher que tem charme ela chega chegando! Não tem quem não a olhe, ela vira o centro das atenções no ato. E se o “cabra” não tiver o juízo no lugar não se controla, meu caso. Sabe aquele jeito de mostra não mostra que algumas mulheres se vestem?! Sabe aquele leve ar de embriagada por vinho, aquele olhar de esnobe pra todos a volta?! Um misto de jeito, com conteúdo que faz uma mulher de verdade, e só para terminar, diferente de tudo que o cinema nos ensinou durante anos e anos... Fumar não é nada sexy, bafo de fumaça e gosto de cinza, é, convenhamos, brochante!




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Doce Bárbaro

Valho pouco.

Custo apenas uma mordida na orelha e uma lambida no pescoço.

Sou barato, apenas vários beijos intermináveis e um laço com os braços.

tenho dois lados, em um sou doce, no outro, sou bárbaro.


(homenagem ao meu primeiro blog: cavernadobarbaro.blogspot.com)

Meus Vinte e Poucos Anos



Hoje eu senti, que vinte anos não é nada e que quando o tempo passa a gente leva o que viveu. Peguei meu violão e passei a tocar canções que um dia me deram tantas alegrias, mas naquela hora eu estava só! E só quem me aplaudia era a solidão! Vivi, tanta coisa com tanta gente, e agora o que me ocorre é a vontade de voltar.