quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Meu Lugar É O Mundo

Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu. Chico Buarque carrega na letra da música meu sentimento. Cansei do meu trabalho inútil, chato, desinteressante… E de pouca remuneração! Sentia-me morto para mundo, morto para vida! Contra corrente! Juntei um grana, disse tudo que queria dizer ao meu patrão, e resolvi tomar o mundo, e tomá-lo como meu! Rodar… Rodar… E Rodar… Comprei uma máquina fotográfica e resolvi visitar o mundo, ilusão passageira foi pensar que eu poderia ir a Paris, OK! Eu sei, não dá, mas, minha primeira parada será Aracaju, passarei uma semana em um assentamento de Sem-Terras, fotografando e vivendo como eles, um projeto da Universidade Federal de Sergipe! Agora sim, poderei me sentir vivo… Minha primeira experiência fora do Estado foi há 2 anos, em Brasília… Foi horrível comer o feijão sem tempero brasiliense, mas foi edificante cada um dos quatro dias que fiquei lá… Vendo com os próprios olhos a obra de arte de Niemeyer, as diferenças sociais da cidade de Brasília e suas cidades satélites, isso pra mim é viver! Mas meu sonho mesmo é Paris… Ah! Paris… Cidade Luz!

domingo, 13 de setembro de 2009

Meio

Meu amor, não quero meio amor.

Quero inteiro. De ponta a ponta!

Me entrego todo, e quero tudo!

Meio beijo,

Meio sexo,

Meio ar,

Meio poema, não dá!

Quero começo, meio e fim!

De meio, só a lua e o dia!

A culpa é minha, ou é ingratidão? Não!

Quem quase ama, não ama!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sem Açucar e Com Afeto


Após nove, ou dez conhaques, dei-me conta que estava só, a saudade preenchia metade do copo. Em uma cidade que não era minha, uma casa que não era minha, com um céu que não era meu.

. E quando se está só, nada mais digno de mim, que sair pelas ruas pra fotografar, isso me trás paz. Eu estava sem dormir, não convinha dormir. Crianças rindo, casal de velhos abraçados no banco da praça, um beijo em pleno mar, ah! Nessas horas eu viro um tolo, um bobo, pareço um neném com seu brinquedo. Tentei fotografar o que havia de mais lindo na vida.


Mas nada serviu mais pra aumentar minha besta e boba emotividade, que uma lata! Ah! Era só uma lata, mas, não! Não era! Era uma lata de Coca-Cola Zero Açúcar! Essa coisa simplória me remetia lembranças, de imediato a fotografei, lembrei de um específico luau, com amigos, à beira do rio! Onde não havia vinho como de costume, nem cerveja, nem nada de álcool… Somente Coca-Cola Zero Açúcar. Mas o que importava pra gente, não era a bebida, não era o violão, não era aquele rio, ou a ponte. O mais importante era termos uns aos outros naquela hora! O resto era coadjuvante. Saudade.

Se quiser plantar saudade, escalde bem a semente. Plante num lugar bem seco onde o sol seja bem quente! Porque se plantar no molhado, quando crescer mata a gente!

(cordelista Antônio Pereira)