sexta-feira, 26 de março de 2010

Reciprocidade

Não, não meço mesmo o que sinto, não meço o que faço, não meço o que digo! E grito pra todo mundo ouvir. Não me envergonho de nada! Porque sou amor da cabeça aos pés. Não tenho coração, porque sou o próprio coração, e pulso todos os dias, e sinto, e me entrego, e quero novas aventuras, sempre! Sempre! Sempre! Não é entrega “mais ou menos”, sabe essa entrega morna?! Cerco-te de paixão, a paixão mais quente que houver, seco tuas lágrimas, e quando quiseres ir embora, basta dizer, “ADEUS”! Só isso, e nunca mais te procuro, mas enquanto você estiver dizendo venha, eu vou e vou com tudo! Porque meu sobrenome é RECIPROCIDADE, e todo fogo da minha paixão é na mesma medida que a tua, por isso se acende e se apaga tão intensamente, porque eu sou intenso. Se me entrego, é porque houve entrega do outro lado. Por isso, deixo nessas mal traçadas linhas, essas letras de ternura, e a quem a caso se interessar, a senha para entrar em meu peito é: Querotudoemedouporinteira.

Muito obrigado!





"Se eu tivesse um coração coração menos escandaloso, ele gritaria menos, mas não tenho."






quinta-feira, 25 de março de 2010

Encontro das Águas

Jorge Vercilo
Composição: Jota Maranhão / Jorge Vercillo

Sem querer te perdi tentando te encontrar
por te amar demais sofri, amor
me senti traído e traidor

Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
e quem viverá um lado só?

A paixão veio assim afluente sem fim
rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
que o encontro das águas

Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar
Qual de nós
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?
Quem eu sou
pra querer
Entender
O amor

terça-feira, 9 de março de 2010

Sexísfero

Um pouco de vinho, de queijo e um beijo seu. Porta do quarto fechada. E nós abertos um para o outro. Nos músculos exaustos do meu braço você repousa; murcha, morta, farta de cansaço. Passo meu dedo sobre teu corpo, desenhando um céu. Estrelas, lua, sol. Quero entrar em ti. Romper com o mundo, e ficar em tua pele; preso, parado, feito teu pêlo. Ter teus seios em minhas mãos, Misturando pernas, esfregando bocas. Fico imaginando coisas, proibidas, quero sempre mais. Quero vestir teu corpo, cabe em mim, é meu número. E tua boca ofegante é a minha procura. E tudo isso é o que eu como, o que eu bebo, o que eu dou e recebo. Agora me conta, quanto tempo perdemos sem ter nos dado conta?!

domingo, 7 de março de 2010

...

Texto, Clarice Lispector

"Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos
e meus dramas, mexicanos!"

sábado, 6 de março de 2010

Faço Samba e Amor

O bairro do Rio Vermelho em Salvador é conhecido pela sua boemia, muitos bares, turistas, soteropolitanos, enfim, pessoas te todas as partes se reúnem para comerem o acarajé mais famoso do Estado. Em uma noite dessas de samba com meus amigos, eis que justamente na hora que cantava “Eu faço samba e amor até mais tarde”, me aparece logo quem por muito tempo fez samba e amor em muitas madrugadas comigo, e tudo que conseguíamos dizer um ao outro foi um “Oi”, mas não foi um “Oi” desses comuns, foi um “Oi” seco, frio e curto. Lembrei do “adeus” que ela me deu no espelho, com batom. Mas entre Chico Buarques e Cartolas, entre um vinho e outro, acertamos os pontos, assim, nasce uma amizade apesar de tudo. É morena, “tá” tudo bem agora! Quem disse que tudo que acaba precisa acabar mal? Sinto a paz de estar em paz com ela, agora eu poderia rir, fazer samba e amor até mais tarde. Pra nós?! Todo amor do mundo, pra eles o outro lado. E por falar em amor, hoje o céu acordou com uma luz tão neon!