
Ontem eu fui ao mar. Eu moro muito longe dele. Por isso, já estava com saudades – Oi mar! Disse. Logo quando cheguei, vi à beira, um bando de pássaros, queria que eles voassem, pra que eu os fotografasse, fui correndo em direção ao bando, que se assustou e voou em direção ao oceano, e eu registrei. Minha relação com tudo aquilo; mar, pássaros do mar, areia e vento do mar; é algo que eu adjetivaria como próximo ao esotérico. Sim! É… Acho que essa é a palavra, esotérico. Seu cheiro, seu sal em minha pele quando o sol seca a água, e até o seu gosto quando mergulho e emerjo. Fica em meus lábios. E tudo isso me faz bem. E eu preciso de tudo isso. Como se durante essa relação de pele e sal. Minha alma voltasse mais santa. Como se nessa relação de água e corpo. Minha carne emergisse mais forte; pronto, agora sim eu posso. Posso tudo. Porque todas as coisas que me faziam pensar que eu não podia, ficou no mar. Volto outro. E assim sigo andando pela areia… Tinha tanta coisa pra me preocupar, agora já não tenho mais nada. Agora tenho um mar de razões pra ser feliz.

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