Eu não quero só comida, eu quero bebida, de preferência champagne, diversão e arte. Moro em uma cidade do interior que não tem teatro, não tem cinema, não tem mais grandes shows, e sobra tédio. E minha mente pira, enquanto minha alma pede, quero arte, e a saudade do meu bairro preferido na capital baiana, Rio Vermelho, com seus recitais de poesia, ai cristo meu! Mais um mês sem respirar algo um pouco mais psicodélico e menos racional, e eu é que vou perder a razão. Meus dias se alogam, e eu os perco sem provar as cores, os sons, os tatos... Que só a arte pode me dá. Preciso de um gole disso agora!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Ser invencível depende da própria pessoa, derrotar o inimigo depende dos erros do inimigo
Estava pensando sobre um assunto importante, hipocrisia. Um adversário meu, por uma vaga no programa Aprendiz, desejou-me boa sorte em uma das provas, boa sorte? Ah! A minha vitória significa a derrota dele, como assim "boa sorte", a boa sorte soou-me um tanto quanto falsa, hipócrita. Querido, disse, mestres como Sun Tzu e Maquiavel nos deixou grandes lições, quem diz: “Eu torço pelos meus adversários”, são dois tipos de pessoas, os hipócritas e os ingênuos, hipócritas falam da boca pra fora, ingênuos não existem. Há dois esportes que são parecidos, mas têm objetivos totalmente diferentes, o frescobol e o tênis. Nos dois casos temos duas raquetes, duas pessoas e uma bola. A diferença é que no tênis o objetivo e tirar o seu adversário da jogada, quanto que no frescobol é o inverso, a parceria é o que conta. Estamos em uma competição de tênis, portanto, tente me tirar da jogada.
Tenho o péssimo hábito de só ficar bêbado no dia seguinte. Acordei com gastrite, dor de cabeça, olhos ardendo, tonto e não falando coisa com coisa... Prometendo, não mais insistirei nesse erro, mas aquele, o qual, ponho a culpa de todos planos dados errados, ou seja Deus, conhece Elton Rosa, sabe que tudo que eu preciso, e quero, é a casa vazia, uma xícara de chá, um som bem depressivo pra todos os vizinhos escutarem e ponto. Ouço a música de olhos fechados, chá em mãos, e gritos. Acompanhado de minhas dores físicas e outras, mais subjetivas e complexas de se curar, um chá não pode fazer nada, aliás, nada pode fazer nada. Recebo um recado de uma ex namorada, enquanto Creep do Radiohead toca, depressão total. Recado? Nada de mais! Vamos voltar? Lembrei da vez que eu disse: Vamos voltar? Não! Um "não" seco e contundente! Pode parecer bobagem, mas vai, foi conscidência? Sorte de hoje: Não Insista no erro!
Sabe quando você está escrevendo e derrepente, no meio do texto, você percebe que não era bem isso que você queria dizer, e apaga tudo, volta pro começo? Assim eu queria fazer agora, minha vida, apagar todos os erros de concordâncias sentimentais, todas as grafias de escolhas erradas que fiz, as faltas de acento da paz em meu coração. Concordâncias, grafias, acentos... em um texto a gente concerta, desculpe, conserta. mas, a vida! Como fica? Como faço? Não faço! Sou obrigado a seguir, a continuar escrevendo sem saber direito onde realmente isso tudo vai parar. Às vezes quando eu fico sozinho, dá-me vontade de chorar e me entregar à tempestade. É medo de ficar sozinho outra vez. Fico esperando a chuva trazer você pra mim, mas ela só afasta! Descobrir hoje, a música é uma farsa! Nada acontece de forma mágica como ela fala. Mas como a vida é cheia de vírgulas, pequenas paradas, ponto e vírgula; médias paradas; ponto de continuação. Grandes paradas, ela também tem o ponto final.
Eu já quase morri, mil vezes, a verdade é que tenho planos pra viver pra sempre, até agora vem dando certo, até quando meu plano perdurará? Oh Morte, deixe-me em paz, deixe-me viver! Só quero morrer de amor, de sexo, de rir, de comer e de preguiça! Disso sim eu quero morrer, e pra sempre! É... Quase morrer é bom também, dá um alivio, faz a gente lembrar que estamos vivos, adrenalina, isso é bom! Hoje na minha vida o que considero morto, é a morte, eterno sempre, quero que a vida entre em minhas veias e percorram meus tendões e fique. E mesmo que a morte me mate, antes eu levanto e a mato, seja com um texto, seja com uma foto, seja colocando uma flor no cano de uma arma apontada pro meu peito.
Lágrimas de dia, a noite amantes. Não posso mover as águas, e tanto mar, tanto mar, nos separa. Muros de águas feitos por você, pura tolice de menina, não compreendia, que poderíamos ser amantes, mas foram lágrimas, e de dia a vontade de ser amantes, mas foram lágrimas de diamantes. Não era amor, muito menos paixão, era coisa de pele! Entende?! Desejo! Vontade... Ontem Eu andava por um corredor vazio, era tão grande, tão grande... Que o mínimo barulho ecoava como um grito, e era o que eu queria fazer, gritar... Fugir do tédio, ou até dizer como o mestre cazuza disse: Prefiro Toddy ao Tédio! Mas não! O Mestre não me trás lá grandes lembranças, lembra-me que no meu mundo um troço qualquer morreu. Ah! Cara! Nunca fui romântico vai! Eu sei que as flores murcham e os bombons engordam. Sempre fui intenso, isso sim. E há uma grande diferença entre ser meloso romântico e intenso. Intenso vive, romântico vive a vida do outro, vive pelo outro, não existe sem o outro, ora! Quem era o meloso? Por isso, prefiro Toddy ao Tédio, vontades eu tenho muitas, e amor só se pode ter um, portanto, um verdadeiro tédio! As "Vontades" têm gosto de Toddy, gosto de chocolate, afrodisíaco, cheio de endorfina, cheio de pecados... Portanto, matando a sede na saliva, quero todo Toddy que houver nessa vida.
Companheiro Paulo não era um homem desprovido de sentimentos, era intenso. Ele conheceu a companheira Maria, vestida de preto, olhos grandes e expressivos, nada dessas coisas de mulherzinhas; brincos, pulseiras, batom; era uma roupa simples, calça Jeans e camisa preta. Quando ela olhava era olhar duro. Mas virou amor. Homem de idéias, mulher de ações. Faziam parte do MR8, Movimento Revolucionário 8 de Outubro, juntos seqüestraram o embaixador estadunidense, ficou a cargo de Paulo matá-lo, caso não fosse atendida as exigências, era um homem, apesar de estadunidense, não, Paulo não tinha coragem, ou tinha? As exigências foram atendidas, não foi necessário provar sua coragem revolucionária. Era final do campeonato carioca, Vasco e Flamengo, Rubro negro campeão, pouco se importavam os brasileiros com revoluções e mudanças, afinal, o mengo era campeão, e no meio da torcida gritando foi solto o embaixador em meio a festa no Maracanã, pouco tempo depois foram presos e torturados, Paulo e Maria, logo após, exílio na Argélia. Acabou a ditadura, Paulo não era mais Paulo, mudava seu nome. 1994 eleito deputado, 2008 se candidata a prefeito do Rio de Janeiro, agora Paulo é Fernando, Fernando Gabeira.
Obs.: A cidade a qual mais recebo visitas no meu blog é o Rio de Janeiro, assim gostaria de lamentar a derrota do companheiro Paulo.
Especialistas vêm estudando os efeitos do cinema na construção da ideologia do homem. Um dos maiores meios de manipulação das massas. Caminhando ao 6º semestre de jornalismo, decidir ser esse o tema de minha monografia, pretendo publicar alguns textos nesse meu espaço laboratório que é o blog.
Imagens
Qual imagem gera em sua mente quando se fala a palavra "nordeste", o que passaria na mente da maioria, principalmente dos que não são dessa região, é "seca". Teria a TV e o Cinema brasileiro contribuído para a criação desse estereótipo? Deus e o Diabo na Terra do Sol, Vidas Secas e o mais popular O Alto da Compadecida. Mostram uma terra, entre outras coisas, de mortos de fome, cheia de corruptos, pessoas quase selvagens.
Efeitos
Não é intenção julgar qualidade da obra, mas a possível contribuição que essas obras tiveram na criação dessa caricatura nordestina! Criando a imagem de uma terra selvagem, de mortos de fome... Prestando um desserviço à região, e nisso sei que os que julgam essas obras como "denúncias sociais" podem discordar de mim, mas as imagens ficam no subconsciente dos expectadores, já que é ela uma das maiores responsáveis pela criação da ideologia humana, os efeitos desse imaginário é devastador pra região, assim, apesar de esteticamente belo, o Cinema Novo e sua crítica social neo-realista, contrário do Cinema estadunidense, que exalta seu país, desfigura a imagem nordestina, assim vêm sendo também os filmes mais modernos como "O Auto da Compadecida".
Depois de vários "tin-tins" e de alguns vinhos e violões, saímos, pra onde? Ah! Pra onde a fumaça apontasse! Sem rumo, tendo a cidade como lugar. Vamos... -Não! Vamos pra lá! Lá?! Olha aquela fumaça! O que será? Pronto é pra lá... Subindo nos bancos da praça, se equilibrando em meios-fios, conversas que nada tinham a ver com nada! Quem ganha as eleições do EUA? Ora! O São Paulo vai ser campeão! Isso é óbvio! Hãn? Bando de vagabundos - as velhas chatas gritavam - na rua uma hora dessas, sem sentidos, sob o álcool, e se sentido os donos da cidade; bando de boêmios, mas bebendo Skol, com vinho, violão e rosas; muitas rosas, e algumas estavam solteiras.
"Se achar que precisa voltar: VOLTE! Se perceber que deve seguir: SIGA! Se estiver tudo errado: COMECE NOVAMENTE. Se estiver tudo certo: CONTINUE. Se sentir saudades: MATE-A. Se perder um amor: NÃO SE PERCA! Se achá-lo: SEGURE-O! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O MAIS É NADA".
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Braga é brega,e as brigas brotam. Pobre, pedra! Caída na frente de fronte ao farol. Freia a língua, cospe e escarra, faça de todas as farsas forças fracas. Sacia minha sede de não querer ceder ao pecado de te ter aqui mesmo. Moça deixe Braga, ele é brega, vem! Tonta, deixe de tolice trouxe essa flor vermelha, mas não sou brega! Meu sobrenome é Rosa
domingo, 9 de novembro de 2008
O Sertão é quente, é leve, é som... É Delírio, vai São Francisco, Nilo da terra do sol, leva pro mar o grito de sertão e trás ao sertão o grito de mar.
Tenho 25 anos, dizem que sou de gêmeos, mas não acredito nisso, não gosto falar sobre mim, nem saberia, nunca fumei maconha, e confesso que já roubei, foi um chocolate na venda de seu Pascual no colégio aos 7 anos, não sou legal! agora que me apresentei, posso me abrir com vocês...
Estudante de Jornalismo e futuro cineasta, espero que fotógrafo, escritor, repórter compositor e quem sabe, caso eu aprenda cantar, cantor também. Só não serei político.
Muito Obrigado!