sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Longas datas


Pétala por pétala eu abri uma rosa. Assim como eu me abrir. Dizendo meus segredos, e meus desejos. Ontem eu fui a um parque. Lá estava uma amiga de anos, há muito eu não a via. E no meio dessas conversas. Ela me fez lembrar as besteiras que eu fazia quando eu tinha quinze anos. Besteiras que encerro por aqui. São demasiadamente bobas pra contar. Era pra ela que eu me abria, pétala por pétala. Cada resquício de verdade sobre mim ela sabia. Hoje, não passa de uma estranha. E isso me é estranho. Ela é a mesma pessoa. A mesma que deitava em meu colo e chorava. Que me contava tudo sobre tudo, e hoje o tudo é silêncio. Ela não passa de uma estranha, cheguei à faculdade e deitei no colo de outra amiga, somos tão um do outro, que tive medo, que um dia ela também se torne uma estranha. Mas não cabe a mim, a ela, nem a ninguém escolher isso, mas a própria vida e as voltas que ela dá. Mas me conforta saber que ainda tenho amigos de datas longas, e que sei que essas datas se alongarão ainda mais.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Navegar

Uma nova vida pede um novo tudo. Inclusive, um novo blog, assim virei um cronista crônico. Tenho seis meses pra arrumar minhas malas e me virar sozinho, sem meus pais. Sair de uma cidade do interior e enfrentar os dragões, baleias e monstros gigantes que habitam a capital, claro que eu estou brincando. Não existem dragões, baleias devoradoras de gente e monstros gigantes. Foi o que pensou Colombo quando navegou em direção às Américas, mesmo que todos lhe dissessem o contrário. E assim, também, mesmo que todos me digam o contrário, eu vou conseguir emplacar meus roteiros e transformá-los em filmes na capital baiana, e mesmo que todos me digam o contrário, eu serei, se não o melhor, um dos melhores jornalistas que esse país já teve, tem, ou terá. Humildade é uma grande qualidade, mas é para os fracos. Tudo bem, tenho um Q.I. de 103 que me coloca na faixa normal da população, mas ter um alto Q.I. e não saber usá-lo de nada adianta, eu sei usar o meu pouco, ou mediano Q.I. Coisa que a maioria não sabe. Dentro de um ano estarei com um diploma de jornalista nas mãos e muitos sonhos, mas tenho o principal, a verdade, a minha verdade, sabe quando algo muito forte lhe diz… Pra isso você nasceu, e pra isso você veio ao mundo. Pra dar a sua vida em favor da arte cinematográfica e do jornalismo. Eu sinto, e essa é minha verdade, minha certeza. E eu vou navegar, e descobrir a minha “América”, mesmo que todos me digam o contrário.