Pétala por pétala eu abri uma rosa. Assim como eu me abrir. Dizendo meus segredos, e meus desejos. Ontem eu fui a um parque. Lá estava uma amiga de anos, há muito eu não a via. E no meio dessas conversas. Ela me fez lembrar as besteiras que eu fazia quando eu tinha quinze anos. Besteiras que encerro por aqui. São demasiadamente bobas pra contar. Era pra ela que eu me abria, pétala por pétala. Cada resquício de verdade sobre mim ela sabia. Hoje, não passa de uma estranha. E isso me é estranho. Ela é a mesma pessoa. A mesma que deitava em meu colo e chorava. Que me contava tudo sobre tudo, e hoje o tudo é silêncio. Ela não passa de uma estranha, cheguei à faculdade e deitei no colo de outra amiga, somos tão um do outro, que tive medo, que um dia ela também se torne uma estranha. Mas não cabe a mim, a ela, nem a ninguém escolher isso, mas a própria vida e as voltas que ela dá. Mas me conforta saber que ainda tenho amigos de datas longas, e que sei que essas datas se alongarão ainda mais.

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2 rabiscos:
Também me sinto dessa forma em relaçao a algumas pessoas. Quando reencontro antigos amigos – acho estranho, sao estranhos. É incrivel como nao fazemos durar amizades que outrora foram tao ternas…
Chega a ser estranho, não é? Comigo acontece igual. To tentando achar isso normal, tentando achar q eh assim mesmo. Afinal, as coisas vão e vem, as pessoas mudam, o tempo não é mais o mesmo, enfim…
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