terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ama, bebe e cala


Depois de vários "tin-tins" e de alguns vinhos e violões, saímos, pra onde? Ah! Pra onde a fumaça apontasse! Sem rumo, tendo a cidade como lugar. Vamos... -Não! Vamos pra lá! Lá?! Olha aquela fumaça! O que será? Pronto é pra lá... Subindo nos bancos da praça, se equilibrando em meios-fios, conversas que nada tinham a ver com nada! Quem ganha as eleições do EUA? Ora! O São Paulo vai ser campeão! Isso é óbvio! Hãn? Bando de vagabundos - as velhas chatas gritavam - na rua uma hora dessas, sem sentidos, sob o álcool, e se sentido os donos da cidade; bando de boêmios, mas bebendo Skol, com vinho, violão e rosas; muitas rosas, e algumas estavam solteiras.



"Se achar que precisa voltar: VOLTE!
Se perceber que deve seguir: SIGA!
Se estiver tudo errado: COMECE NOVAMENTE.
Se estiver tudo certo: CONTINUE.
Se sentir saudades: MATE-A.
Se perder um amor: NÃO SE PERCA!
Se achá-lo: SEGURE-O!
Circunda-te de rosas,
ama,
bebe
e cala.


O MAIS É NADA".


(Fernando Pessoa)





2 rabiscos:

Shagaly disse...

Sempre as rosas, não é? Pq será? rs.

Engraçado que um dia desses comentei no blog de uma amiga sobre como as coisas pequenas se tronam grandes quando damos importância à elas, como por exemplo, traduzindo-as e eternizando-as em palavras... Acho isso fantástico: escrever sobre partes de nosso cotidiano que muitas vezes se perdem dentre as nossas preocupações.

Tchau.

Lucas disse...

São poucos os blogs que já visitei em que o autor escolhe bem um poema famoso para terminar o post.

Mas tu não fez só bem, fez incrivelmente bem!

Gostei muito;

Inté.