Minha ânsia por escrever, fez-me em 2006, primeiro semestre de jornalismo, criar um blog, adorei a frase de Clarice Lispector, tanto que a adotei como sub-título, “Quero uma verdade inventada”, Pois nunca pensei em fazer biografia, pelo menos não agora aos 22, talvez tenha sim um tanto de verdade, mas é tão “tica” que só os meus amigos mais íntimos pra perceber qualquer confissão. Esse é o meu primeiro texto com cem por cento de verdade sobre mim, na verdade, nem mesmo esse texto chega a tanto. Meu passado volta e volta reclamando o que nunca foi seu, com pretensões de que todas as minhas linhas fossem um tributo a tudo. Mas todas as minhas linhas foram apenas uma busca, inalcançável, eu sei, pela beleza da arte literária, é tudo que busco, perfeição. Cada passo e cada risco, cada dedada que dou no teclado. Claro, está em minha veia também o jornalismo, aí sempre que posto, prezo pela verdade. Um beijo, foi o que foi pra mim, daí investigar meus passos e tirar pretensas suposições de nada vale. Faço jornalismo, ao menos almejo fazer, faço literatura, ao menos almejo fazer, mas biografia, quando faço, é tão “tico” tão “tico” que não passa de gotas em um oceano nada pacífico, a minha realidade é inventada.

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1 rabiscos:
Realmente... Talvez de todos os seus textos que eu tenha lido esse seja o mais íntimo, mais pessoal.
Às vezes é bom "se entregar" assim as nossas próprias palavras.
Beijão.
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