Eu procuro coisas que não existem, coisas inacabadas, mas no fim, sempre acabo no óbvio. Nesse meu medo de amar. Ter medo é normal, não enfrentá-lo pode ser meu ópio, cada beijo pode ser um passo adiante a um grande precipício, e precipícios e princípios... Entre eles por todos os lados... Ela disse certa vez de fronte a um desses precipícios que eu poderia voar. Era só me jogar, mas nunca mais fiz isso, jogar-me do alto e arriscar, poder voar ou cair morto no mar. Ela nem riu dos meus poemas, feitos pra ela, e isso me é novo, ela nem riu das minhas bobagens, que faço toda hora, e isso me é novo. Ela riu comigo e comigo prometeu se jogar, caso assim eu também o fizesse. Mas Isso não me é novo. Eu caio, e ela voa. Ontem andando pela areia da praia, as ondas bateram em mim, e junto bateu a saudade. E Junto bateu o medo. E junto bateu a vontade. E junto bateu a ideia* de que eu poderia estar apaixonado. E isso me é terrível. E isso me sangra. E isso me tira o sono, e eu perco assim o meu grande amor, a liberdade.
*Segundo a nova regra ortográfica essa palavra não é mais acentuada.

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6 rabiscos:
Ah... É tão bom estar apaixonado... Pelo menos tira um pouco as preocupações das dívidas.
Feliz 2009!
Maíra Em Palavras
Poxa... é uma pena que nunca conversei com vc pelo msn. Queria ouvir mais sobre esta história (ou histórias!!!) que tem te arrebatado e rendido tão bons textos. Também, que pretensão! Não sei se vc iria me contar mesmo, rs... Mas é pq adoro ouvir essas histórias, ainda mais se descrevem o lado masculino da paixão, rs...
Por favor, manda pro diabo essa reforma ortográfica!!!! Pelo visto vc têm coisas mais importantes para se preocupar... pelo menos por enquanto, rs.
Ah, renda-se a paixão.
Você vai perceber que vale a pena. Nem que seja só por um instante.
Abraço.
http://caroolribeiroo.blogspot.com/
não acho que estar apaixonado tira a liberdade. ou tira mesmo? não sei mais. eu sou eternamente apaixonada. mas não me deixo levar por nada. não, talvez eu não seja uma eterna apaixonada. talvez seja uma desiludida. bom, não tenho mais ilusões, eu sou eu, licuri é coco pequeno, e o verão não é mais como antes.
a gnte se prende ao outro sem querer, querendo. nem percebe, qdo vê, já foi. eu tb sempre acabo no óbvio. engraçado, patético. sempre, sempre caio, me acabo no óbvio.
medo de amar é normal. hoje em dia eu tudo deixo vir, e como consequência talvez, deixo tudo ir. eu acho q é melhor assim, nada é meu, e nada deixa de ser meu. é um pássaro, uma borboleta pousada no seu dedo.
talvez por isso eu goste de gatos.
Eu agradeço o comentário que você fez em meu blog tem alguns dias e venho comentar aqui sobre o teu!
Bem, eu queria ter comentado no post abaixo (Doce bárbaro), pois achei maravilhoso! Li outros textos teus por aqui e gostei do que vi!
Este que estou comentando eu também achei de uma simplicidade incrível, daquele tipo de texto gostoso de ler, sabe?
Eu demorei a vir aqui 'responder' pq estava bastante ocupada com trabalhos da faculdade :(
Bem, é isso! Gostei dessa tua realidade inventada, desta caverna do bárbaro e do belo! =)
Abraço.
Jéssica Mendes.
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