Tomei agora umas doses de licor de maracujá, era a única coisa alcoólica que encontrei mexendo na cozinha, não sou de beber, a não ser em dias como os de hoje. Precisava não ter medo. E antes que amanheça, eu resolvi pôr na mesa todas as cartas. Sei lá... Sei lá... Sei lá... Eu quis, e fiz. Apesar de nunca mais te ver, prefiro ficar sem despedidas. Entre tantas coisas, entre tantas gentes. Quem?! Quem nesse mundo se preocupa com o que o os outros sentem?! Quem nesse mundo pensa que sexo não é só sexo?! Somente um otário! Pois então, prazer em conhecer, meu nome é otário! Pareço moderno, mas sou do tempo que ainda se dizia: Eu te amo! Do tempo que ainda se colhia rosas nos jardins... E não! Não tenho cavalo branco, olhos azuis, sou cheio de defeitos, não tenho castelos... Nem chegarei para te salvar do dragão! No fundo, no fundo, bem lá no fundo! Nunca tivemos nada a ver, sempre buscamos coisas diferentes, eu não sou quem tu quer, tu não é quem quero. Foi só uma brisa, que tocou a pele da gente, nos assustamos, mas passou... passou... passou... Ou há de passar.

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