Para quem não conhece a tradição da minha cidade, essa história pode parecer um pouco estranha, louca, sem sentido, vaga. Como aqui é um blog, não um livro, não posso me ater a detalhes. Basta dizer que em minha cidade há uma tradição chamada guerra de "espadas", não! Não, não é essa espada que vem a sua cabeça, a espada é um material feito de bambu, barro e pólvora, quando ascendida ela corre pra todos os lados, perde a direção, é um bambu com uma longa calda de fogo sem rumo.
Há pouco lendo Sabino, em seu livro "O Menino no Espelho", no qual ele conta como ver a vida com os olhos de criança, relembrei uma história boba, mas feliz pra mim. Quando uma dessas espadas invadiu minha casa, eu tinha apenas sete anos, enquanto os mais velhos desesperados gritavam, por que a "espada" queimava toda a casa, eu pulava no meio dela, gritando e muito feliz, lembro da minha tia gritando: Tira esse menino daí... Mas aquilo era o ápice da minha felicidade, eu e aquele fogaréu éramos um, era mágico, esplendoroso. Hoje aos vinte dois anos, morro de medo das "espadas", percebi o quanto foi chato crescer, queria voltar a ver o mundo com os olhos de menino.

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3 rabiscos:
É tenso... Quando somos pequenos, nós não temos medo de muita coisa porque não conhecemos seus danos, mas depois que crescemos...
Nossa, como é chato crescer!
http://papeisriscados.blogspot.com/
Eu já li O menino no Espelho de Fernando Sabino, ele eh um dos meus escritores favoritos, pelo fato de que nunca perdeu seu espirito infantil, aquela coisa meio Saint Exupery, quase um Lewis Carrol.
Eu conheço essa tradição, somos baianos, né? Tambem tenho medo de espadas, sempre tive, desde menina. Nunca fui acostumada a isso. Mas tem coisas q eu tb sinto falta. Acho que quando somos crianças, o medo se perde muito facilmente, afinal, eh a fase das melhores descobertas, delicia de vida.
Eu tenho surtos de Peter Pan!
E tb não gostaria de ter crescido!
^^
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